Home Notícias Comunidade EU Empresa no Luxemburgo ameaça falência e deixar 420 portugueses no desemprego

Empresa no Luxemburgo ameaça falência e deixar 420 portugueses no desemprego

Avaliação: / 0
FracoBom 

SocimmoUma empresa de construção do Luxemburgo está na iminência de declarar falência e colocar mais de quatro centenas de portugueses no desemprego.

Devido a dificuldades de tesouraria, a empresa não consegue as garantias bancárias de 600 mil euros necessárias para continuar a operar. Criada em 1968, a Socimmo contava à data da sua falência com 476 trabalhadores. Desse total, 420 são portugueses e muitos estão na empresa há mais de 15 anos. O encerramento foi conhecido no dia 27 de Julho. A Socimmo, uma empresa de construção fundada em 1968, não consegue as garantias bancárias de 600 mil euros necessárias para continuar a operar. A falência vai deixar no desemprego 420 portugueses, que no dia 28 de Maio manifestaram em frente ao Ministério da Economia do Luxemburgo em defesa dos postos de trabalho. No dia 27 onde uma delegação de trabalhadores foi recebida pelos ministros da Economia, Jeannot Krecké, e do Trabalho, Nicolas Schmit. Paulo Viegas, representante dos trabalhadores, disse à Agência Lusa que em causa estão 476 postos de trabalho, 80 por cento deles ocupados por portugueses, a maioria a trabalhar na empresa em média há mais de 15 anos. Paulo Viegas, que trabalha na Socimmo há cerca de 20 anos, explicou que a empresa tem as contas congeladas, os bancos estão a recusar-lhe financiamento e os trabalhadores têm dois meses de salários em atraso.

Portugueses em dificuldades

No dia da manifestação, a direcção da empresa reuniu-se com autoridades luxemburguesas, sindicatos e banqueiros, mas no final manteve-se a intenção de declarar falência. “Não há nada a fazer, a empresa vai à falência”, disse o ministro Jeannot Krecké, citado pelo jornal «A Voz do Luxemburgo», depois da reunião. Paulo Viegas disse a moral dos trabalhadores está “muito em baixo” e que há colegas que não têm dinheiro sequer para comer ou para comprar um bilhete de autocarro para Portugal. O representante dos trabalhadores garantiu, entretanto, que a empresa continua a ter trabalho e acredita que é viável. “Compreendemos que têm que eliminar 150 postos de trabalho, mas é das pessoas que estão com contratos. Temos muito trabalho, é demais para os 476 operários actuais”, disse, adiantando que a carteira de encomendas da empresa ascende a 39 milhões de euros no próximo ano e meio. O objectivo agora, segundo o ministro da Economia, é “buscar soluções para que os funcionários sejam pagos o mais rapidamente possível”, acrescentando que é preciso também “encontrar-lhes um novo emprego”. À Lusa, Paulo Viegas revelou que “segundo consta, há duas grandes empresas no Luxemburgo que estão interessadas no pessoal porque estão interessadas no trabalho (carteira de encomendas)”. “Tenho conhecimento de outras firmas que fizeram a mesma coisa e depois de conseguirem o trabalho ao fim de um mês despedem os trabalhadores”, disse. Já o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, Coimbra de Matos, alertou para o impacto social da falência da Socimmo, considerando que a maioria dos 476 trabalhadores não poderá ser requalificada. O dirigente associativo calcula que o despedimento dos trabalhadores da Socimmo irá afectar duas mil pessoas.

PCP e PS questionaram o Governo

PCP e PS questionaram o Governo sobre o acompanhamento da situação dos trabalhadores portugueses da SocimmoO grupo parlamentar comunista dirigiu as perguntas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e quis saber se este tem conhecimento da situação, qual o acompanhamento que está a ser feito e que tipo de apoio está a ser prestado aos trabalhadores. “Conforme está hoje (28 de Julho) a ser noticiado, estes trabalhadores estiveram concentrados junto ao Ministério da Economia do Luxemburgo, exigindo intervenção do governo luxemburguês na salvaguarda dos seus postos de trabalho. Desta contestação obtiveram a garantia da intervenção dos Ministérios da Economia e do Trabalho luxemburgueses na mediação para a manutenção dos referidos postos de trabalho”, refere o texto do PCP. Já o deputado socialista eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco dirigiu um requerimento à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas a perguntar se o Governo “está a acompanhar a situação (…) e a providenciar o apoio necessário aos portugueses atingidos”. No requerimento, Paulo Pisco lembra que “no passado havia uma relação de cooperação bastante construtiva” entre os Ministérios do Emprego de Portugal e do Luxemburgo, questionando o Governo sobre se o Ministério da Economia e do Emprego está “a diligenciar esforços de diálogo com os seus homólogos luxemburgueses para a melhor resolução do problema”.Segundo as estatísticas oficiais, residem no Luxemburgo 76.600 portugueses, mas fontes da comunidade garantem que com as chegadas dos últimos anos o número de emigrantes poderá chegar já os 100 mil. Os portugueses trabalham maioritariamente por conta de outrem em sectores como a construção civil e obras públicas, serviços domésticos, hotelaria, restauração, agricultura, indústrias e serviços (bancos e seguradoras). O desemprego entre a comunidade portuguesa atinge os 30 por cento.

In M.Português

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

Login Form

Utilizadores online

Temos 51 visitantes em linha

Get Adobe Flash player

Opinião

Reportagens

Tugas em destaque na CH

INQUÉRITO

Tem orgulho em ser Português?
 

Próximos Eventos

No current events.






Câmbio do dia