 O Café do Repouso, em Chafé, cumpriu no passado dia 1 uma tradição com quase três décadas, disponibilizando comida e bebida de borla para todos quantos ali vão a partir do meio da tarde, sejam ou não clientes da casa. O dono do café, Miguel Lima, diz mesmo que a sua “casa”, a partir das 15h30, é um “bar aberto”, já que quem por lá passar come e bebe o que quiser e não paga nada. O proprietário do Café do Repouso alimenta esta tradição desde 1981, quando, "por mera brincadeira", decidiu não cobrar nada aos clientes que foram ao seu estabelecimento no primeiro dia do ano.
"A moda pegou e hoje já virou tradição", diz agora, sublinhando que tem "clientes" que ali vão apenas no primeiro dia de cada ano. Antigo construtor civil, Miguel Lima, actualmente com 51 anos, decidiu "arrumar a pá e a pica" depois de os calotes terem começado a surgir uns atrás dos outros e "pegou" naquele café. Pouco depois, instituiu aquela tradição de Ano Novo, que classifica como uma espécie de "prenda" que dá aos clientes, já que são eles que durante o ano lhe garantem o seu ganha-pão. Cabrito, moelas, camarão, rojões, caprichos, bolinhos de bacalhau, peru, papas de sarrabulho, caldo verde e vários outros petiscos são colocados à disposição dos clientes, que podem ainda matar a sede com champarrião e com outras bebidas. Desta vez, não quis adiantar por quanto lhe fica esta "brincadeira", mas em anos anteriores confessou que "nunca eram menos de 750 euros". Seja como for, garante que com crise ou sem crise, a tradição "borlista" do primeiro dia do ano no seu café "é para continuar".
Fonte: radiogeice
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