 Passou 15 meses numa prisão acusado de agredir, sequestrar e violar mulher Um português, 38 anos, passou os últimos quinze meses fechado num estabelecimento prisional espanhol, acusado de crimes de violação, sequestro e agressões a uma mulher espanhola, um ano mais velha.
Afinal esta inventara tudo e, há dias, o suspeito recebeu a melhor prenda de Natal possível: um juiz do Tribunal de Alicante considerou-o inocente das acusações, dizendo que a mulher manteve relações sexuais de forma consentida. O português pondera agora pedir indemnização ao Estado espanhol pelo tempo que passou preso. O suspeito tinha sido detido a 30 de Agosto de 2008, poucos dias depois da ocorrência dos factos, na localidade de Elda, em Alicante, e, caso fosse condenado, podia incorrer numa pena de 16 anos de prisão. No entanto, o português sempre alegou a sua inocência. Na noite dos factos, encontrava--se dentro de um bar a tentar a sua sorte numa slot machine, quando a mulher entrou e foi pedir cinco euros a um conhecido. Depois meteu conversa com o português. Após uns breves minutos de conversa, a mulher, que terá problemas graves relacionados com o consumo de drogas, saiu do bar na companhia do português e dirigiram-se para casa deste, nas imediações daquele espaço. Nas três horas que lá estiveram, os dois mantiveram relações sexuais a troco de dez euros, que a mulher não negou ter recebido. No entanto, a mulher diz que o português violou-a, agrediu-a fisicamente, obrigou-a a tomar drogas e sequestrou-a, dado que, a certa altura, quis fugir, mas a porta do apartamento encontrava-se fechada à chave. Na altura da denúncia à polícia local, a mulher apresentava um golpe na cabeça, mas em tribunal não ficou provado que tivesse sido o suspeito a provocá-lo. O juiz considerou que o testemunho da vítima foi ambíguo, contraditório e nada coerente. O tribunal acreditou na tese do emigrante português, que confirmou o facto de terem feito sexo a troco de dez euros, mas que diz que mais nada aconteceu nessa noite. Fonte: CM Texto: João Tavares / J.C.R.
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