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A arte de Maria José Conte |
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04-Set-2008 |
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A pintora vive e trabalha em Neuchatêl
Maria José Conte nasceu em Angola e viveu parte da sua vida em Lisboa. Tem 40 anos e veio para a Suíça com 11 anos de idade. Profissionalmente já foi cabeleireira, ajudante de enfermeira e começou por dar os primeiros passos na pintura no ano de 2006. Foi um pintor com créditos firmados, Rolland Coillard que a incentivou a desenvolver e a dar a conhecer a sua arte. É uma pintora autodidacta e procura nas cores a sua tranquilidade e a sua paz interior. É casada e mãe de uma menina.
Adelino Sá - Como apareceu a pintura na sua vida? Maria José Conte - De férias em Portugal, participei em actividades ligadas à pintura em que conheci uma pintora chamada Noémia lopes, a qual me fez ver o meu dom. Desde daí que nunca mais parei e venho descobrindo todo o encanto da mesma. AS - O que é que representa a pintura para si? MJC - Para mim a pintura representa a evasão do meu ser, esquecendo tudo o que me rodeia, deixando-me envolver pela tela e toda a magia que nela existe. AS - Qual é o aspecto que mais importância dá como pintora? MJC - O aspecto mais importante para mim, como pintora é deixar transparecer para a tela a minha forma de ser porque para mim cada tela que pinto é o espelho de uma recordação ou algo que desejo muito. Como tal as minhas obras são o reflexo de mim própria. AS - Como define a sua arte? MJC - A minha arte é o reflexo da minha alma, não tem definição. Com ela não quero transmitir as minhas emoções mas sim as recordações das mesmas. AS - A inspiração, procura-a ou simplesmente aparece? MJC - Não a procuro, ela vive em mim, mesmo se por vezes sinto necessidade de ver a minha musa inspiradora afim de adquirir mais conhecimento. AS - Exposições, qual a importância que lhes atribui? MJC - Desde que comecei a pintar fiz duas exposições. Gostaria de ter feito muitas mais mas fui bastante solicitada para encomendas de baptizados e casamentos. Neste momento da minha vida dou mais importância a expor as minhas obras, afim de alargar os meus horizontes e dar a conhecer o meu talento. AS - Tem contacto com outros pintores da comunidade? MJC - Infelizmente não, vim viver para Neuchâtel depois do meu casamento. Aqui comecei a pintar embora já tenha realizado uma das minhas exposições nos consulados portugueses com outros artistas lusitanos. AS - Como definiria as cores na sua vida? MJC - Diria que o Arco-Íris define a minha personalidade. As cores preenchem o vazio branco e sereno da tela, completando-se umas às outras, formando uma alma universalmente denominada - obra de arte - mesmo se como todos os pintores o preto também tem uma pequena ponte na minha vida. Para ver mais fotografias carregue AQUI
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Actualizado em ( 04-Set-2008 )
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